A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) divulgou, nesta quarta-feira (4), uma nota de retratação para corrigir informações sobre a ocorrência envolvendo o ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT), registrada na segunda-feira (2), nas proximidades do Centro Olímpico de Santa Maria, no Distrito Federal. A corporação esclareceu que ninguém foi preso e que os envolvidos concordaram em comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos.

O caso começou após testemunhas relatarem à polícia que Ricardo teria piscado os faróis do carro e feito gestos com as mãos em direção a crianças, supostamente chamando-as para se aproximarem do veículo. Segundo o registro policial, uma das crianças teria contado ao pai sobre a situação, que motivou o acionamento da Polícia Militar.

Ricardo Coutinho negou qualquer comportamento impróprio. Segundo sua versão, ele estava no estacionamento para levar o enteado a uma escola de futebol e permaneceu dentro do automóvel procurando um papel. O ex-governador afirmou que, ao acionar o alarme para travar o veículo, as luzes de emergência foram ativadas. Em seguida, disse ter caminhado em direção ao ginásio para encontrar o filho.

“Não pratiquei qualquer comportamento impróprio com criança alguma. Sou pai de cinco filhos, incluindo um de 3 anos. Tenho uma família que amo e respeito e sei da responsabilidade que cada adulto deve ter na proteção das nossas crianças”, declarou Ricardo, em pronunciamento nas redes sociais nesta quarta-feira. Ele também afirmou ter solicitado imagens do local para ajudar a esclarecer o episódio.

Na nota de retratação, a PMDF informou que recebeu dois chamados pelo telefone 190, às 19h07 e às 19h21. Os policiais encontraram versões conflitantes sobre o ocorrido e, diante das divergências, os envolvidos concordaram em seguir para uma delegacia da Polícia Civil. A corporação reconheceu imprecisões na divulgação inicial das informações e lamentou o equívoco.