O gado bolsonarista já não esconde o constrangimento e prefere acusar de fake news as notícias sobre a aliança do presidente Jair Bolsonaro com o Centrão, grupo de congressistas conhecido pelo ‘toma lá, dá cá’. Num vídeo que circula pelas redes sociais, Bolsonaro aparece bastante intimo do deputado Arthur Lira, do PP, réu na Lava-Jato. […]
O gado bolsonarista já não esconde o constrangimento e prefere acusar de fake news as notícias sobre a aliança do presidente Jair Bolsonaro com o Centrão, grupo de congressistas conhecido pelo ‘toma lá, dá cá’.
Num vídeo que circula pelas redes sociais, Bolsonaro aparece bastante intimo do deputado Arthur Lira, do PP, réu na Lava-Jato. O PP foi o partido de Bolsonaro por 10 anos, sigla que era comandada por Paulo Maluf.
A Operação Lava-Jato descobriu uma organização criminosa formada por políticos, servidores públicos e empreiteiras instaladas no comando da Petrobras.
Unidos no famoso clube do bilhão, os empreiteiros formaram um cartel para partilhar contratos bilionários na estatal. Das obras superfaturadas em bilhões jorravam campos de exploração de propina que alimentaram os bolsos e os caixas de campanha do PT, do MDB e do PP.
Nas fotos da portaria do doleiro, Lira e seus colegas de PP alvos da Lava-Jato por receber propina do esquema da Petrobras Veja/Divulgação
Youssef era o operador financeiro das propinas do PP na Petrobras. Em sua delação, ele apresentou provas que colocaram boa parte dos visitantes do seu escritório na cadeia. Outros foram denunciados e ainda lutam para escapar de processos.
É com essa turma do seu antigo partido que Jair Bolsonaro voltou a se abraçar nos últimos dias. Veja o vídeo com Arthur Lira, o candidato de Bolsonaro para presidir a Câmara no lugar de Rodrigo Maia.
Réu na Lava-Jato por corrupção passiva, Lira nega conhecer Youssef e afirma ter ido ao prédio onde fica seu escritório em 2010, quando ainda não era parlamentar, para uma outra reunião.