jan 03, 2016 Política 1351
Revirando artigos deste ano, foi possível fazer uma radiografia dos fatos políticos que marcaram 2015. Movimentos que se concretizaram integralmente, outros atos frustrados, promessas não cumpridas e acordos feitos e desfeitos. A retrospectiva dá um pouquinho de trabalho, mas ela nos faz fazer algo importante: olhar para trás para saber onde estamos. Em uma […]
Revirando artigos deste ano, foi possível fazer uma radiografia dos fatos políticos que marcaram 2015. Movimentos que se concretizaram integralmente, outros atos frustrados, promessas não cumpridas e acordos feitos e desfeitos. A retrospectiva dá um pouquinho de trabalho, mas ela nos faz fazer algo importante: olhar para trás para saber onde estamos.
Em uma dos primeiros textos do ano, registramos aqui que o senador diplomado José Maranhão (PMDB) disse numa conversa com jornalistas, em um restaurante da capital. Ele queria o PMDB com mais espaço no governo. Maranhão esperava dar um empurrãozinho para emplacar o deputado estadual Trócolli Junior (PMDB) em uma Secretaria. A pasta era a de Esportes e Lazer. Vimos, meses depois, que a aproximação aconteceu com Trócolli indo para a Articulação. Na mesma época, em janeiro de 2015, já com maioria na AL, Coutinho se articulava para tirar a presidência da Assembleia de Ricardo Marcelo. Contou com a colaboração decisiva de Gervásio Maia (PMDB), que garantiu a presidência antecipada.
O ano também começou com a suspeita de que a aliança entre Ricardo Coutinho e Luciano Cartaxo, feita em outubro na eleição, não duraria muito. Nos primeiros dias do ano, o prefeito Luciano Cartaxo colocou panos quentes na incômoda decisão do PSB de não ocupar cargos na sua gestão.
Sabia que a decisão dos socialistas era um sinal de que era preciso ficar em alerta, mas sem surfar na onda da intriga. O resultado disse nós vimos logo no segundo semestre, quando Cartaxo anunciou a saída do PT e filiação ao PSD, provocando, naturalmente, o rompimento com PSB que, em tese, já não era aliado.
No início do ano, o governo estadual anunciou as medidas para “enfrentar” a maléfica crise. A promessa era demitir mais 300 servidores comissionados. Com publicação no Diário Oficial. Outros 900 deveriam ser convidados a se retirar. Naquela época, um balancete publicado no DOE confirmou a previsão: o executivo estourou o limite de gastos com o funcionalismo público em 2014. Os gastos com a folha se mantiveram bem até agosto de 2014, 46,67% da receita. Mas, incrivelmente, fechou o ano de 2014 com 49,3%. O limite é 49%. Deu para perceber que o enxugamento inicial proposto pelo governo não impediu que acabasse o ano de 2015 gastando mais: até o fim de novembro, estávamos com de 51% da receita com pessoal, segundo TCE.
No fim de janeiro, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) que amargurava a derrota para governador, articulou-se para ampliar seu pode de influencia e virou líder do PSDB no Senado. Colocou-se no centro dos grandes debates do país e passou a ser a voz do maior partido de oposição. No meio do caminho, foi “acusado” várias vezes de abandonar a política local. Como estamos vendo, Cunha Lima ampliou sim sua margem de projeção, é solicitado como voz forte, mas tem uma tarefa: manter os tucanos fortes em campina e tentar se reerguer na capital.
Para finalizar essa parte da retrospectiva, vale lembrar que três dias depois da posse, em 04 de fevereiro, a bancada federa paraibana fez a primeira reunião. Queria cobrar da presidente Dilma um ramal da ferrovia Transnordestina na PB, a reforma do Porto de Cabedelo e do Aeroporto, a duplicação da BR-230 até Cajazeiras, ações contra a estiagem e a preocupação com crise hídrica. A bancada queria mais empenho do governo federal na conclusão das obras de Transposição do Rio São Francisco. Apesar da tentativa de unir o grupo, vimos que pouca coisa avançou.
Defesa
Ex-aliado de RC, o vereador Bira assumiu a defesa do prefeito Luciano Cartaxo, que foi criticado pelo governador nas últimas entrevistas. “Esses ataques não passam de dor de cotovelo. É apenas a sofrência política, porque nunca se investiu tanto na cidade quanto agora na administração de Cartaxo”, disse Bira.
Salão
O 23ª Salão de Artesanato da PB será aberto dia 15 janeiro, no Espaço Cultural O tema do evento será “O algodão colorido é nosso”. 400 artesãos vão expor até dia 31.
Algodão
A gestora do Programa de Artesanato da PB (PAP), Lu Maia, disse que a intenção é incentivar cada vez mais o cultivo do algodão colorido.
Medalha
A Câmara de Itabaiana criou a Medalha dos Direitos Humanos Agassiz Almeida. O ex-deputado abraçou a causa e, segundo ao autor da proposta, vereador Ronaldo Gomes, desafiou o coronelismo na região do Cariri paraibano e os latifundiários do NE.
Reforma
O vereador lembra que em Itabaiana, o ex-deputado implantou projeto de reforma agrária de Alagamar e ao lado de Dom Hélder Câmara, Dom José Maria Pires e outros. O projeto da honraria foi sancionado pelo prefeito, Antônio Carlos.
Reprovar
Em Caaporã e Pedras de Fogo, a oposição vai se rebelar nas câmaras de vereadores. Estão insatisfeitos com os prefeitos e a ideia é reprovar as contas dos gestores.
Sanção
O deputado estadual Anísio Maia (PT) destacou dois projetos de lei apresentados por ele e sancionados pelo governo.
Prejuízo
Um deles prevê multa aos estabelecimentos bancários e financeiros, quando registradas ocorrências criminosas que causem algum dano aos usuários ou vizinhos destes estabelecimentos.
Reuso
A outra lei obriga a instalação de equipamentos para reuso de água em estabelecimentos de lavagem de veículos, os “lava jatos”.
Jornal da Paraíba
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